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BNDES anuncia fim de 4 linhas de crédito para produtores rurais e especialista prevê dificuldades financeiras no setor


De acordo com a advogada Sheila Christina Corrêa Gouvêa, especialista em crédito rural, mais de 70% da sua cartela de clientes já se utilizaram destas linhas e poderão ter grandes dificuldades com esses cancelamentos, pois com isso terão que procurar linhas de crédito com juros mais altos, o que acarreta uma grande perda para o produtor rural.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, através da assessoria de imprensa na última sexta-feira (20), que vai suspender a oferta de crédito para quatro programas de financiamento ao setor agropecuário. A ação se deve à alta demanda por empréstimos neste início de safra 2021/22.  

De acordo com o que foi anunciado, serão suspensas as seguintes linhas de crédito: Programa de incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária ( Inovagro); Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), referente a operações destinadas ao financiamento de uma ou mais unidades de armazenagem de grãos que somadas não ultrapassem 6 mil toneladas, com taxa efetiva de juros de até 5,5% ao ano; Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), para operações de custeio; Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Investimento, exclusivamente no tocante às linhas de Crédito de investimento com taxa de juros prefixada de até 4,5% ao ano. 

Para a advogada do escritório Ferraresi Cavalcante - Advogados,  Sheila Christina Corrêa Gouvêa, que possuí mais de 700 processos em andamento, e é especialista em crédito rural, esta medida irá prejudicar os médios e pequenos produtores que são os maiores tomadores de custeios. Ainda, ela calcula que de seus clientes, mais de 70% já se beneficiaram de alguma destas linhas de crédito e, por isso, acredita que muitos agricultores de médio porte irão sofrer com estas medidas, pois vão contrair custeios em cooperativas de crédito com juros maiores, bem como outras linhas de créditos que também estão com juros mais elevados. Aumentando assim, o custo da produção. 


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