A soja recua em Chicago após a forte valorização da sessão anterior
Agrolink - Leonardo Gottems
Os mercados de grãos iniciam o período com movimentos distintos, influenciados por tensões geopolíticas, realização de lucros e ajustes nas expectativas de oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário no Mar Negro voltou a ganhar peso nas negociações, enquanto soja, milho e trigo apresentam comportamentos diferentes nos mercados internacionais.
No trigo, os ataques à infraestrutura portuária ucraniana aumentam a preocupação com os fluxos de exportação de Rússia e Ucrânia. Em Chicago, o trigo SRW se aproxima de US$ 8 por bushel, enquanto as dificuldades de transporte marítimo levam compradores a procurar fornecedores alternativos. O movimento favorece países europeus, como a França, e o trigo para dezembro na Euronext fechou acima de € 250 por tonelada. No Brasil, os preços tiveram variação limitada, com alta de 0,10% no Paraná e queda de 0,06% no Rio Grande do Sul, diante da dificuldade dos moinhos em repassar aumentos à farinha.
A soja recua em Chicago após a forte valorização da sessão anterior. O contrato de novembro opera perto de US$ 12,94 por bushel, com perdas entre 11 e 13 centavos. O movimento é atribuído principalmente à realização de lucros, depois que a oleaginosa alcançou os maiores níveis em mais de dois anos. A atenção permanece sobre a colheita nos Estados Unidos, as condições das lavouras, a oferta e a demanda internacional.
No milho, o contrato de dezembro de 2026 acumulou alta de 15,9% em agosto, melhor desempenho para o mês desde 1973. Agora, o mercado acompanha a possibilidade de manutenção do ritmo ou de realização de lucros, com foco na colheita americana, na demanda externa e no ambiente geopolítico.
Entre os indicadores, o dólar futuro brasileiro estava em R$ 5,1840, com queda de 0,68%. O Brent recuava 0,72%, a US$ 94,49, enquanto o Índice Dólar avançava 0,15%.