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14-09-2026

Milho pode cair mais? Mercado testa suporte decisivo

Na Bolsa de Chicago, o contrato de dezembro recuou

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado do milho entra na semana sob pressão de curto prazo, após forte valorização recente em Chicago, mas ainda sustentado por fundamentos que limitam uma queda mais acentuada das cotações. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta tendência neutra a baixista no curto prazo, sem confirmação de reversão do movimento de alta no médio prazo.

Entre os fatores de pressão estão o avanço da colheita nos Estados Unidos, o aumento da disponibilidade física, as vendas de produtores norte-americanos e a realização de lucros dos fundos, que liquidaram cerca de 9 mil contratos. A produção dos EUA foi reduzida de 406,75 milhões para 401,33 milhões de toneladas, mas o corte ficou abaixo do esperado pelo mercado.

Por outro lado, os estoques finais norte-americanos projetados para 2026/27 recuaram para 39,79 milhões de toneladas, ante 41,98 milhões em agosto. As exportações da safra 2025/26 também atingiram níveis recordes, enquanto a menor produção europeia e as dificuldades de embarque da Ucrânia continuam oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de dezembro recuou após se aproximar de US$ 5,50 por bushel. A região de US$ 5,25 é considerada decisiva. A manutenção acima desse nível pode permitir nova tentativa de avanço para US$ 5,40 e US$ 5,50. Caso o suporte seja perdido, cresce a possibilidade de queda em direção a US$ 5,00.

No Brasil, a desaceleração das exportações aumenta a atenção sobre a oferta interna. Embora setembro tenha começado melhor que agosto, o ritmo permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Com a safrinha já avançada, menor absorção pelo mercado externo pode ampliar a pressão sobre os preços domésticos.

A orientação é de cautela e proteção escalonada. Para produtores, a recomendação é aproveitar recuperações para realizar vendas parciais, enquanto consumidores podem utilizar as correções para ampliar gradualmente a cobertura das necessidades.

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