A valorização do bezerro acima da alta do boi gordo tem aumentado a pressão sobre as margens do pecuarista terminador em São Paulo.
Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, os dois animais registraram valorização, mas os preços da reposição avançaram em ritmo mais intenso.
Segundo o Cepea, mesmo com a alta do boi gordo, a relação de troca com o bezerro piorou em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Na prática, o produtor precisa entregar mais arrobas para adquirir um animal de reposição.
O cenário aumenta o desembolso necessário para a reposição do rebanho e reduz a margem do pecuarista que compra bezerros para a fase de terminação.
Na média da parcial de setembro, até o dia 22, foram necessárias 9,7 arrobas de boi gordo paulista para a compra de um bezerro sul-mato-grossense, considerando os indicadores do Boi Gordo e do Bezerro CEPEA/ESALQ.
De acordo com pesquisadores do Cepea, esse é o pior nível da relação de troca desde outubro de 2021. Naquele período, eram necessárias 10,27 arrobas de boi gordo para adquirir um bezerro.
O movimento mostra que, apesar da valorização da arroba, o custo da reposição ganhou força e passou a exigir uma quantidade maior de produto vendido pelo pecuarista para recompor o rebanho.
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