Em Santa Catarina, a comercialização também permanece restrita
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado brasileiro de soja segue com baixa liquidez e pequenas oscilações nos preços, enquanto o avanço do plantio da nova safra concentra a atenção dos produtores e limita a oferta disponível. Segundo a TF Agroeconômica, a pressão externa sobre as cotações não foi suficiente para estimular vendas generalizadas, já que compradores seguem pouco agressivos e agricultores aguardam melhores condições de negociação.
No Rio Grande do Sul, os preços registraram quedas moderadas, com a saca cotada a R$ 161,50 em Rio Grande e R$ 153,00 em Passo Fundo e Santa Rosa. O início da semeadura desloca recursos para o campo, onde há umidade suficiente, mas as chuvas podem dificultar as operações.
Em Santa Catarina, a comercialização também permanece restrita. São Francisco do Sul manteve a referência de R$ 161,00 por saca. A previsão de chuvas frequentes em outubro aumenta a preocupação com as condições para implantação da safra.
No Paraná, cerca de 28% da área já foi semeada, principalmente no Oeste. Entretanto, a previsão de acumulados entre 70 e 150 milímetros de chuva, com volumes superiores em algumas regiões, pode interromper temporariamente o plantio. Em Paranaguá, a saca ficou em R$ 159,50, contra R$ 148,20 em Cascavel.
Em Mato Grosso do Sul, a semeadura alcançou 5,1% da área, equivalente a 248,6 mil hectares. O avanço é maior no Sul e no Centro, enquanto o Norte permanece abaixo de 1%. Em Dourados, a cotação ficou estável em R$ 145,50.
Já em Mato Grosso, o plantio chegou a 10,23%, após avanço semanal de 6,36 pontos percentuais. Apesar da aceleração, o ritmo está 4,79 pontos atrás do registrado há um ano, mantendo a preocupação com a janela do milho segunda safra. Em Rondonópolis, a referência foi de R$ 146,45. Nesse cenário, predominam vendas pontuais para custeio, sem pressão generalizada para liquidar estoques.