O dólar comercial operava em leve queda na manhã desta sexta-feira (16), enquanto o Ibovespa ensaiava recuperação após três sessões consecutivas de perdas. O mercado financeiro brasileiro acompanha a disputa presidencial, os indicadores de atividade e as perspectivas para os juros nos Estados Unidos.
Às 10h, a moeda americana era negociada a R$ 5,076 na venda, com recuo de 0,21%. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa registrava alta de 0,03%, aos 204.380 pontos, às 10h03. As cotações representam momentos específicos do pregão e permanecem sujeitas a oscilações.
Cotação do dólar recua após avanço na quinta-feira
A queda moderada desta manhã ocorre depois de uma sessão de valorização da moeda americana. Na quinta-feira (15), o dólar encerrou próximo de R$ 5,09, enquanto o Ibovespa caiu 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
Apesar da recuperação recente, a moeda acumulava, no fechamento de quinta-feira, desvalorização de aproximadamente 1,70% em outubro e de 7,33% no ano, segundo levantamento da Agência Brasil. Esses percentuais se referem ao encerramento da véspera.
No início dos negócios desta sexta-feira, o dólar também perdia força diante de outras moedas no exterior, movimento que acompanhava o alívio observado no câmbio brasileiro.
Pesquisas eleitorais mantêm investidores atentos
O cenário eleitoral continua entre os principais fatores acompanhados pelo mercado. Levantamentos recentes de Datafolha e Quaest apontaram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno.
A indefinição mantém a atenção sobre as propostas econômicas dos candidatos e a condução da política econômica a partir de 2027.
Fim da escala 6x1 influencia avaliação dos juros
Os investidores também avaliam os possíveis impactos da proposta que encerra a escala de trabalho 6x1 sobre os custos das empresas.
Na quinta-feira, a aprovação da PEC no Senado e o cenário eleitoral contribuíram para a alta das taxas dos contratos de juros futuros. O movimento ocorreu mesmo com a queda dos rendimentos dos títulos públicos americanos naquela manhã, evidenciando o peso dos fatores domésticos na precificação dos ativos.
Atividade econômica cresce 0,3% em agosto
Na agenda brasileira, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,30% em agosto, em relação a julho, na série com ajuste sazonal.
O resultado, divulgado nesta sexta-feira, ficou em linha com a estimativa dos analistas consultados pela Reuters. Utilizado como um sinalizador da atividade econômica, o indicador integra a avaliação dos investidores sobre o ritmo de crescimento do país e as perspectivas para a política monetária.
Inflação americana segue no radar do câmbio
No exterior, a repercussão dos indicadores de inflação dos Estados Unidos mantém as atenções sobre os próximos passos do Federal Reserve.
A persistência das pressões sobre os preços influencia as expectativas para os juros americanos e os rendimentos dos títulos do Tesouro, com reflexos sobre o fluxo internacional de recursos e a cotação do dólar no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio