O dólar opera em queda frente ao real nesta terça-feira (20), próximo de R$ 5,02, em uma manhã marcada pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior e pela valorização do petróleo. No Brasil, a proximidade do segundo turno presidencial mantém os investidores atentos às pesquisas e às sinalizações para a política econômica.
Às 9h50, o dólar à vista recuava 0,56%, cotado a R$ 5,0197. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa avançava 0,52%, aos 206.123 pontos, às 10h05, após encerrar a sessão anterior em baixa. Os dados representam momentos distintos do pregão e estão sujeitos a atualização.
Dólar acompanha recuo da moeda americana no exterior
A desvalorização do dólar começou nos primeiros negócios. Às 9h10, a moeda à vista cedia 0,46%, para R$ 5,0242 na venda, enquanto o contrato futuro para novembro, o mais líquido no mercado brasileiro, recuava 0,38%, aos R$ 5,0345.
No ambiente internacional, o dólar perdia força diante de moedas como iene, libra e franco suíço, acompanhado pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Às 9h33, o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis divisas, caía 0,25%, aos 101,710 pontos. O movimento ajudava a sustentar a valorização do real na abertura.
Petróleo em alta influencia câmbio e mercado financeiro
A valorização do petróleo também integra o cenário acompanhado pelos investidores. Por volta das 9h35, o Brent avançava 1,04%, para US$ 110,68 por barril.
A alta tem efeitos distintos sobre os mercados. Embora amplie preocupações com inflação e custos globais, pode favorecer receitas comerciais de países exportadores da commodity, como o Brasil, oferecendo suporte ao real.
Para o mercado brasileiro, a combinação entre câmbio e petróleo exige atenção: a valorização da moeda nacional pode aliviar parte dos custos de produtos importados, enquanto a alta internacional da energia acrescenta pressão sobre despesas ligadas a combustíveis e transporte.
Pesquisas eleitorais mantêm investidores atentos
A cinco dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o noticiário político permanece entre os principais fatores de sensibilidade dos ativos brasileiros.
Os investidores acompanham a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além das indicações sobre condução fiscal, trajetória da dívida pública e composição da futura equipe econômica.
Segundo a programação informada, novas pesquisas da Quaest, na quarta-feira (21), e do Datafolha, na quinta-feira (22), devem concentrar parte das atenções nos próximos pregões.
A proximidade da votação pode ampliar as oscilações do câmbio, dos juros futuros e das ações conforme o mercado reavalia os cenários para o próximo governo.
Ibovespa inicia sessão em recuperação
O avanço do Ibovespa nos primeiros negócios ocorre após uma sessão de perda moderada. Na segunda-feira (19), o principal índice da B3 encerrou com queda de 0,17%, aos 205.079 pontos.
Nesta terça-feira, além do cenário eleitoral e das commodities, os investidores acompanham a temporada de resultados corporativos e seus efeitos sobre as expectativas para as empresas.
No exterior, dados econômicos americanos e preocupações fiscais na Europa também permanecem no radar, influenciando a disposição dos investidores para assumir risco.
Banco Central programa rolagem de swaps cambiais
Na agenda doméstica, o Banco Central tem leilão regular de rolagem de 75 mil contratos de swap cambial, previsto para as 11h30, referente ao vencimento de 3 de novembro.
A operação integra a administração dos contratos cambiais da autoridade monetária e será acompanhada pelo mercado ao longo da manhã.
Na sessão anterior, o dólar à vista encerrou próximo de R$ 5,0476, com queda de aproximadamente 0,50%. Os percentuais acumulados informados até aquele fechamento indicavam recuos de cerca de 2,44% em outubro e 8,03% no ano, sem incorporar as oscilações desta terça-feira.
Fonte: Portal do Agronegócio