Altas de R$ 1 por saca convivem com quedas e ritmos diferentes de semeadura
Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink
Os preços da soja encerraram a semana em alta no Sul, enquanto o Centro-Oeste apresentou movimentos distintos entre as praças. Segundo a TF Agroeconômica, a valorização do disponível convive com diferenças no avanço do plantio e nas condições de entrega. Os negócios aumentaram na semana, mas os volumes seguiram modestos, na avaliação nacional da Safras.
No Rio Grande do Sul, Rio Grande chegou a R$ 162,00 por saca, Passo Fundo a R$ 154,00 e Santa Rosa a R$ 155,00, todos com ganho de R$ 1,00. A diferença entre porto e Passo Fundo permaneceu em R$ 8,00. A semeadura está em 10%, segundo a Emater/RS-Ascar, limitada pela umidade e pelo frio em parte das áreas.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz recuperou R$ 1,00 e atingiu R$ 154,00 por saca na modalidade FOB. O plantio alcança 17,2%, conforme a Conab. No Paraná, Paranaguá subiu a R$ 161,00, Cascavel a R$ 150,00 e Ponta Grossa a R$ 153,00. O Deral aponta 62% de semeadura e 88% das lavouras em boas condições. O excesso de chuva exige atenção às operações.
Mato Grosso do Sul registrou queda de R$ 1,00 em Dourados, para R$ 142,00, e alta equivalente em Campo Grande, a R$ 143,00 na modalidade CIF. Chapadão do Sul permaneceu em R$ 138,00. O plantio está em 60%, segundo a Conab.
Em Mato Grosso, a semeadura chegou a 89,05%, avanço semanal de 13,24 pontos percentuais, de acordo com o Imea. As cinco referências do instituto recuaram, com preços entre R$ 133,30, em Lucas do Rio Verde, e R$ 139,45, em Rondonópolis, apesar da alta do dólar.
A melhora das cotações da soja deve ser avaliada pelo valor líquido recebido. Frete, descontos, retirada e prazo de pagamento determinam quanto a venda pode contribuir para as despesas da implantação.