Exportações americanas avançam enquanto excesso de umidade afeta lavouras do Sul
Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink
O milho encerrou a segunda-feira com pequenas altas no mercado futuro de Chicago, em uma sessão marcada pela oferta abundante nos Estados Unidos e por sinais favoráveis da demanda. Segundo a TF Agroeconômica, compras de oportunidade, a perda de força do dólar frente ao euro e a previsão de chuvas no Meio-Oeste americano ajudaram a sustentar as cotações.
Em Chicago, o contrato para dezembro avançou 0,11%, ou 0,50 centavo de dólar por bushel, encerrando a US$ 4,4825. O vencimento de março subiu 0,22%, ou 1 centavo por bushel, para US$ 4,62. O movimento foi contido pelo volume de cereal que chega ao mercado com a colheita da segunda maior safra da história americana. Estimativas privadas apontam que a colheita já alcança 73% da área apta.
Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou venda de 1,730 milhão de toneladas de milho ao México. O volume contribuiu para dar suporte aos contratos. O relatório semanal de inspeções de embarque mostrou despachos 39% superiores aos da semana anterior. Mesmo com esses indicadores, a entrada da safra americana limitou ganhos mais expressivos.
As condições climáticas também influenciaram os negócios. A expectativa de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos nesta semana pode desacelerar temporariamente a colheita e reduzir o ritmo de chegada de grãos ao mercado.
Na América do Sul, estima-se que o plantio da primeira safra de milho no Centro-Sul do Brasil tenha atingido 63% da área prevista. No Sul, o excesso de umidade e as baixas temperaturas prejudicam o desenvolvimento das lavouras. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a semeadura chegou a 47% da área estimada. As condições de cultivo seguem no radar em um mercado que concilia oferta elevada e demanda externa ativa.