O contrato da soja com vencimento em março registrou queda de 0,40%
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo a cautela dos agentes diante de fatores fundamentais que seguem no radar dos investidores. Segundo a TF Agroeconômica, as negociações em Chicago foram marcadas por oscilações ao longo do dia, com os contratos encerrando próximos da estabilidade, enquanto o mercado acompanhou de perto o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pela divulgação do relatório WASDE.
O contrato da soja com vencimento em março registrou queda de 0,40%, equivalente a 4,50 centavos de dólar por bushel, encerrando a US$ 1.110,75. A posição maio também fechou em baixa, com recuo de 0,33%, ou 3,75 centavos por bushel, cotada a US$ 1.125,00. No complexo da soja, o farelo apresentou desempenho negativo mais acentuado, com o contrato março caindo 1,91%, ou US$ 5,8 por tonelada curta, para US$ 297,8. Em sentido oposto, o óleo de soja foi o destaque positivo do dia, com alta de 2,46%, avanço de US$ 1,36 por libra-peso, encerrando a US$ 56,7.
De acordo com a análise, o mercado realizou lucros após sessões anteriores e manteve atenção sobre o andamento da colheita brasileira. Relatório divulgado pela Conab após o fechamento do pregão apontou avanço de 17,4% da colheita sobre a área semeada. O suporte para evitar perdas mais expressivas veio da valorização do óleo de soja, impulsionada por acordo com a Índia, além da confirmação de uma nova venda de 264 mil toneladas do produto para a China. Com isso, os operadores agora concentram as atenções no relatório WASDE, aguardado para esta terça-feira, com expectativa de um leve corte nos estoques finais dos Estados Unidos, estimados em 9,44 milhões de toneladas.