O suporte ao complexo veio principalmente do óleo
Agrolink - Leonardo Gottems
A soja encerrou a quarta-feira com comportamento misto na Bolsa de Chicago, em um mercado atento ao Fórum do USDA que começa nesta quinta-feira. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos oscilaram pouco, enquanto o óleo de soja voltou a exercer influência decisiva sobre o grão.
O contrato de soja para março fechou em leve baixa de 0,04%, ou 0,50 cent por bushel, a 1.133,50 centavos. Já a posição maio avançou 0,02%, ou 0,25 cent, encerrando a 1.149,00 centavos por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março caiu 0,62%, com recuo de 1,9 dólar por tonelada curta, a 303,9 dólares. Em sentido oposto, o óleo de soja para março subiu 2,27%, com alta de 1,30 cent por libra-peso, fechando a 58,6.
O suporte ao complexo veio principalmente do óleo. A valorização foi impulsionada por reportagem da Reuters indicando que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos deve apresentar ainda nesta semana à Casa Branca suas recomendações para as cotas de mistura de biocombustíveis referentes a 2026. Após essa etapa administrativa, a expectativa é de que o Executivo formalize a medida nos 30 dias seguintes.
O contrato de óleo de soja para março acumulou alta expressiva no dia, equivalente a 28,66 dólares, encerrando a 1.291,66 dólares por tonelada. No acumulado do ano, a valorização chega a 20,65% frente aos 1.070,55 dólares registrados no fechamento de 31 de dezembro. O movimento reflete a possibilidade de que o volume total de uso de biodiesel nas misturas obrigatórias fique entre 5,2 e 5,6 bilhões de galões, patamar próximo ao pleiteado pela indústria e acima da meta prevista para 2025.