Diante desse cenário, o manejo deve ser essencialmente preventivo
Agrolink - Leonardo Gottems
A trapoeraba tem se consolidado como um dos principais desafios no manejo de plantas daninhas em áreas agrícolas, especialmente pelo seu difícil controle e alta capacidade de regeneração. Segundo o engenheiro agrônomo Cassio Fernandes, a espécie apresenta tolerância ao glifosato e grande potencial de rebrota, o que exige estratégias específicas na dessecação pré-semeadura.
A planta, identificada como Commelina benghalensis, pode ser controlada quimicamente nesse período com o uso de inibidores da PROTOX, como carfentrazone e saflufenacil, ou ainda com herbicidas auxínicos, ambos com boa eficiência. O especialista destaca que esses mecanismos funcionam adequadamente sobre a planta. O que demonstra tolerância à dessecação não é a ação dos herbicidas, mas sim a estrutura física da trapoeraba, caracterizada por hastes e colmos com alto teor de umidade.
Essa característica permite que fragmentos permaneçam viáveis sobre o solo mesmo após a aplicação dos produtos. Com a ocorrência de chuvas, essas partes podem enraizar novamente, promovendo a regeneração vegetativa e dificultando o controle efetivo da infestação na área.
Diante desse cenário, o manejo deve ser essencialmente preventivo. A recomendação é realizar uma dessecação eficiente antes do plantio, acompanhar o fluxo de emergência e, quando necessário, adotar aplicação sequencial para controlar plântulas jovens ainda antes da semeadura.
O objetivo central é garantir que a cultura seja implantada em área limpa, evitando a presença de plantas daninhas já estabelecidas. No caso do milho, por exemplo, o controle pós-emergência da trapoeraba é extremamente limitado, o que reforça a importância de estratégias antecipadas e bem executadas.