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24-02-2026

Soja Pode Continuar em Alta? Análise da Barchart Aponta Potencial de Valorização com Clima e Demanda Global

Demanda Global Cresce e Mantém Apoio aos Preços da Soja

O aumento constante da população mundial tem sustentado a demanda por grãos e oleaginosas, o que pressiona a necessidade de expansão da oferta ano após ano. Segundo o analista Andrew Hecht, da Barchart, esse cenário cria um equilíbrio delicado entre produção e consumo, em que os preços atuais da soja reduzem o risco de quedas expressivas, mas mantêm aberto um potencial considerável de alta caso ocorram problemas climáticos relevantes.

Hecht afirma estar “cautelosamente otimista” em relação ao comportamento da soja e de outras commodities agrícolas em 2026, avaliando que a relação risco-retorno ainda favorece os compradores. “Os contratos futuros da soja na CBOT subiram 3,23% em 2025, encerrando o ano a US$ 10,3050 por bushel. Nas últimas semanas, as cotações superaram a marca de US$ 11 por bushel, refletindo a melhora na percepção de demanda”, pontua.

Relatório WASDE Indica Estoques Maiores e Modera Otimismo do Mercado

Apesar da tendência positiva recente, o WASDE de fevereiro trouxe um tom mais cauteloso. O documento mostrou aumento nos estoques de soja dos Estados Unidos e do mundo em relação ao relatório anterior, o que indica maior oferta global.

Ainda conforme Hecht, a publicação manteve a projeção de preço médio da soja em US$ 10,20 por bushel, valor mais de US$ 1 abaixo da cotação projetada para março de 2026. “Esse dado mostra que o mercado ainda precifica um cenário mais ajustado do que o governo americano prevê”, analisa o especialista.

China Impulsiona Perspectivas de Alta com Novas Compras do Grão

Em entrevista ao analista Jake Hanley, da Teucrium Investments, Hecht comentou o recente movimento de alta nas cotações após o anúncio de que a China deverá adquirir cerca de 8 milhões de toneladas métricas adicionais de soja neste ciclo comercial.

A sinalização veio logo após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, reacendendo expectativas de retomada nas relações comerciais entre as duas potências. Esse possível aumento nas exportações americanas tende a fortalecer a demanda global e sustentar os preços no médio prazo.

Clima e Tarifas Podem Definir o Ritmo da Próxima Alta

Hecht ressalta que o fator climático segue sendo a principal variável de incerteza para o comportamento da soja nas próximas safras. Ele lembra que, após o pico de oferta da colheita de 2025, os preços atingiram o nível mais baixo em novembro daquele ano, já que a produção foi suficiente para atender à demanda global.

Entretanto, o analista alerta que “essa folga de oferta não garante que o clima em 2026 repetirá o bom desempenho da última temporada”. A combinação de eventuais quebras de safra, aumento das compras chinesas e possível flexibilização das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos pode reforçar o viés altista da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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