Durante a sessão, as cotações chegaram a ensaiar recuperação
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado internacional da soja encerrou o pregão desta quarta-feira com leve recuo nas cotações na Bolsa de Chicago, refletindo um ambiente de cautela entre os investidores diante de fatores comerciais e geopolíticos. De acordo com análise divulgada pela TF Agroeconômica, o movimento também ocorre em um momento em que a colheita avança no Brasil e novos volumes começam a chegar ao mercado global.
O contrato de soja com vencimento em março terminou o dia com queda de 0,11%, ou recuo de 1,25 cent por bushel, cotado a 1154,50 cents. Já o contrato de maio fechou em baixa de 0,09%, equivalente a 1,00 cent por bushel, a 1169,50 cents.
Entre os derivados, o farelo de soja também apresentou recuo. O contrato de março caiu 1,42%, com perda de 4,4 dólares por tonelada curta, encerrando a 306,1 dólares. O óleo de soja seguiu direção oposta e registrou valorização. O contrato de março subiu 1,32%, com avanço de 0,82 cent por libra-peso, alcançando 63,09.
Durante a sessão, as cotações chegaram a ensaiar recuperação, mas a pressão vendedora predominou até o fechamento. O mercado reagiu com cautela diante da possibilidade de novas tarifas comerciais e também em meio às tensões no Oriente Médio, fatores que aumentam a incerteza entre os participantes do mercado.
Outro elemento que pesa sobre os preços é o avanço da colheita brasileira, que amplia a oferta disponível no mercado internacional. Com maior disponibilidade do produto, compradores globais, especialmente a China, tendem a direcionar suas aquisições para o Brasil neste momento.
Segundo avaliação de analistas do mercado internacional citada no relatório, o cenário atual indica ampla oferta global de grãos, especialmente soja e trigo, o que limita movimentos de alta mais consistentes nas cotações.