Na bolsa brasileira, os preços futuros tiveram suporte adicional
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou avanço nas cotações nesta quinta-feira, influenciado por fatores externos e pela movimentação cambial. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 acompanharam o movimento positivo observado no dólar e também na bolsa de Chicago.
Na bolsa brasileira, os preços futuros tiveram suporte adicional da valorização da moeda norte-americana e do desempenho do mercado internacional. Ao mesmo tempo, o mercado interno segue operando com cautela, enquanto o cenário geopolítico amplia as incertezas relacionadas à próxima safra do Hemisfério Norte. A expectativa é de que conflitos internacionais possam impactar custos e disponibilidade de insumos antes do período de plantio, especialmente fertilizantes.
Diante desse ambiente, os principais vencimentos do milho na B3 encerraram o dia em alta. O contrato com vencimento em março de 2026 fechou a R$ 71,95, com avanço de R$ 0,29 no dia e ganho acumulado de R$ 0,50 na semana. O contrato de maio de 2026 terminou cotado a R$ 73,23, registrando alta diária de R$ 0,55 e valorização semanal de R$ 2,44. Já o contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 70,30, com elevação de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 1,66 ao longo da semana.
No mercado internacional, os contratos também avançaram com apoio de dados positivos de exportação. Em Chicago, o contrato para março subiu 2,26%, equivalente a 9,75 centavos de dólar por bushel, encerrando a US$ 4,41. O contrato para maio avançou 2,20%, também com ganho de 9,75 centavos, fechando a US$ 4,53 por bushel.
O movimento de recuperação levou o cereal novamente ao patamar próximo de US$ 4,50 por bushel pela primeira vez desde janeiro. O suporte veio de um relatório de vendas externas considerado forte, que apontou exportações de 2,02 milhões de toneladas, volume acima do teto das estimativas e com crescimento de 31% no acumulado do ano.