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26-05-2026

Oferta maior pressiona preços do milho

O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 66,52

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com baixa liquidez, negociações pontuais e pressão sazonal ligada ao avanço da segunda safra. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, os contratos futuros fecharam em queda na sexta-feira, em um dia de referência limitada pelo feriado nos Estados Unidos e na Argentina. Com isso, o mercado interno acompanhou principalmente o comportamento do dólar, que recuou, enquanto o início da colheita da segunda safra ampliou a pressão sobre os preços. O cenário de oferta elevada segue no radar, embora adversidades climáticas em pontos de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul ainda gerem cautela entre vendedores.

O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 66,52, com baixa diária de R$ 0,68 e recuo semanal de R$ 0,54. Setembro de 2026 encerrou a R$ 69,50, queda de R$ 0,44 no dia e de R$ 0,32 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 72,62, com baixa diária de R$ 0,32 e perda semanal de R$ 0,11.

No Rio Grande do Sul, a colheita se aproxima do fim, concentrada em áreas de agricultura familiar e lavouras tardias. O mercado local segue travado, com indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. O frio, a menor radiação solar e geadas pontuais reduziram o ritmo das áreas remanescentes.

Em Santa Catarina, compradores seguem seletivos. As pedidas ficam próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda trabalha ao redor de R$ 65,00. A distância entre ofertas e compradores limita os negócios, mesmo com disponibilidade menor em parte do estado.

No Paraná, a baixa liquidez persiste, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e indicações próximas de R$ 65,00. Geadas e baixas temperaturas afetaram lavouras da segunda safra em regiões produtoras. Em Mato Grosso do Sul, a oferta maior e os estoques confortáveis mantêm pressão, com preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.

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