No trigo, os contratos começaram o dia majoritariamente em alta
Agrolink - Leonardo Gottems
Os mercados agrícolas iniciaram a quinta-feira com ajustes positivos em Chicago, em meio à recomposição parcial de preços após quedas recentes e à atenção dos agentes ao clima nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento de abertura desta quinta-feira, 28, mostra altas iniciais para trigo, soja e milho na CBOT, enquanto os indicadores externos seguem influenciando a formação de preços.
No trigo, os contratos começaram o dia majoritariamente em alta no mercado norte-americano, após cinco sessões consecutivas de baixa. O vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 624,75, com avanço de 2,25 pontos, enquanto dezembro de 2026 subia para US$ 658,00. Parte dos ganhos foi atribuída à proteção de investidores contra a volatilidade, após vendas de contratos futuros, além da onda de calor que atinge lavouras na Europa. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.361,34 por tonelada, com alta diária de 0,51%, e o Rio Grande do Sul, R$ 1.320,75, avanço de 0,12%.
Na soja, o contrato julho de 2026 subia 7,75 pontos, a US$ 1.193,00, acompanhado por altas no farelo e no óleo. A demanda externa voltou a aparecer no radar, com a China comprando quatro carregamentos de soja brasileira para entregas entre junho e agosto, além de uma posição para março. Chile, Vietnã e Tailândia também mantêm interesse por farelo e soja em diferentes períodos. No Brasil, os prêmios de exportação da oleaginosa subiram novamente, enquanto o físico no interior do Paraná avançava 0,64%, a R$ 124,27.
O milho também operava em alta em Chicago, sustentado pela busca por oportunidades após as perdas dos dois dias anteriores. O contrato julho de 2026 subia 3,75 pontos, a US$ 456,25. A falta de chuvas previstas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos nos próximos sete dias reforça a preocupação com o déficit hídrico, especialmente diante da seca que atinge grande parte do Nebraska. Na B3, porém, os contratos recuavam, com julho de 2026 a R$ 65,58. Entre os indicadores, o dólar mini na BMF subia 0,52%, a R$ 5,0615. O petróleo WTI avançava 2,73%, fator positivo para soja e milho, enquanto o índice do dólar em alta e o euro mais fraco pesavam sobre o trigo.