No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negócios pontuais
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho manteve viés de baixa, em um ambiente marcado pela pressão externa, avanço da colheita da safrinha e compradores ainda cautelosos nas principais praças. As informações são da TF Agroeconômica. Na B3, os contratos futuros fecharam em queda nesta quarta-feira, acompanhando o recuo do cereal em Chicago, embora a alta do dólar tenha limitado perdas mais fortes.
O início da colheita do milho safrinha reduziu a pressão sobre os compradores, que seguem atuando de forma pontual, apenas para recompor estoques. A produtividade ainda é considerada incerta, com bons rendimentos em áreas favorecidas por chuvas recentes, enquanto o Centro-Oeste ainda avalia perdas provocadas pela seca. Na B3, julho de 2026 fechou a R$ 65,58, baixa de R$ 0,55 no dia e de R$ 1,37 na semana. Setembro ficou em R$ 68,31, queda diária de R$ 0,63, e novembro encerrou a R$ 71,20.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, leve alta semanal de 0,28%. A reposição limitada de estoques e a menor pressão de venda sustentam as cotações, mas compradores abastecidos mantêm ritmo lento.
Em Santa Catarina, as indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. A diferença entre pedidas e ofertas limita os negócios. O estado também acompanha o monitoramento da cigarrinha-do-milho, com maior pressão no Oeste, Extremo Oeste e Planalto Norte, além de recomendações de manejo para reduzir riscos na próxima safra.
No Paraná, a oferta confortável e os estoques elevados seguem limitando reações de preço. A segunda safra apresenta bom desenvolvimento, com 79% das áreas em boas condições. Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta e estoques confortáveis reforçam a cautela dos compradores, com cotações entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.