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01-06-2026

Milho pode cair mais com avanço da safrinha

Para os agricultores, a recomendação é intensificar vendas do milho

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho segue pressionado por fundamentos baixistas no curto prazo, com atenção concentrada nas decisões de venda, proteção de margens e formação de estoques diante da proximidade da colheita da safrinha. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário combina clima favorável nos Estados Unidos, petróleo mais fraco, desaceleração das exportações semanais americanas e maior oferta esperada no Brasil.

Para os agricultores, a recomendação é intensificar vendas do milho disponível nos repiques ocasionais, evitando retenção excessiva à espera de recuperação imediata. A avaliação é que o risco de novas quedas ainda supera o potencial de alta no curto prazo, já que os preços não mostram sinais consistentes de formação de fundo e costumam sofrer maior pressão durante o avanço da colheita, especialmente entre junho e julho.

Na safrinha 2026, a orientação é avançar na comercialização escalonada, priorizando a proteção de margens positivas. Também deve ser considerada a adoção de operações de hedge para volumes ainda não comprometidos, em um ambiente no qual a tendência técnica doméstica permanece baixista, com topos e fundos descendentes no indicador ESALQ/BM&FBovespa.

Para cooperativas e cerealistas, o momento favorece aproveitar a pressão sazonal para alongar posições de compra, intensificar operações de armazenagem e financiamento e preparar a estrutura para o aumento da oferta física nas próximas semanas. Já para as indústrias consumidoras, as compras podem continuar graduais, sem necessidade de agressividade, pois não há sinais imediatos de escassez de matéria-prima.

No mercado internacional, a tendência de curto prazo também é baixista, influenciada pelo bom desenvolvimento das lavouras americanas, menor suporte do etanol e ausência de compras chinesas relevantes. Ainda assim, a seca persistente no Nebraska, terceiro maior produtor de milho dos Estados Unidos, e o forte desempenho acumulado das exportações americanas limitam quedas mais intensas e mantêm atenção para junho e julho.

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