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10-06-2026

Milho fecha estável com mercado cauteloso

No Rio Grande do Sul, o mercado segue firme

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho encerrou a terça-feira com pouca oscilação, refletindo um ambiente de compradores cautelosos, oferta considerada confortável e expectativa de avanço da colheita da segunda safra no país. Segundo a TF Agroeconômica, o cereal negociado na B3 fechou em leve baixa, em um dia de estabilidade também nas bolsas brasileiras e americanas, com a pequena variação do dólar contribuindo para limitar movimentos mais fortes.

Na B3, os contratos futuros terminaram majoritariamente em queda. O vencimento julho de 2026 fechou a R$ 65,26, com recuo de R$ 0,20 no dia e alta de R$ 0,67 na semana. Setembro de 2026 ficou em R$ 67,46, com avanço diário de R$ 0,01 e ganho semanal de R$ 0,50. Novembro de 2026 encerrou a R$ 70,63, queda de R$ 0,13 no dia e alta de R$ 0,13 na semana.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue firme, apesar da colheita praticamente encerrada. A liquidez permanece baixa, com negócios pontuais, compradores abastecidos e oferta ainda confortável no curto prazo. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A colheita alcançou 98% da área, restando principalmente áreas de agricultura familiar e lavouras semeadas mais tarde.

Em Santa Catarina, a movimentação também segue limitada. As indicações permanecem próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. A diferença entre pedidas e ofertas restringe fechamentos, com consumidores focados em compras imediatas e estoques confortáveis. No Planalto Norte, os negócios seguem entre R$ 60,00 e R$ 65,00 por saca.

No Paraná, a expectativa de maior oferta continua travando o mercado. As indicações ficam perto de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 60,00 CIF. A proximidade da colheita da segunda safra, as quedas internacionais e a menor paridade de exportação pressionam o mercado doméstico.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com comercialização limitada. A demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar parte do consumo, mas estoques elevados e cautela dos compradores limitam uma recuperação mais ampla. O déficit hídrico já compromete parte do potencial produtivo em áreas do sudoeste, mantendo atenção sobre a safrinha.

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