Na B3, o movimento negativo refletiu a elevação das estimativas do USDA
Agrolink - Leonardo Gottems
A maior disponibilidade de milho na América do Sul voltou a pressionar os preços e manteve compradores em posição cautelosa no mercado interno. Segundo a TF Agroeconômica, o milho negociado na bolsa brasileira fechou em baixa nesta quinta-feira, influenciado pelo aumento das projeções de produção para o Brasil, Argentina e Paraguai.
Na B3, o movimento negativo refletiu a elevação das estimativas do USDA e da Conab para a safra brasileira 2026/27. O departamento americano também ampliou as previsões para Argentina e Paraguai, enquanto bolsas argentinas indicam produção de 68 milhões e 64 milhões de toneladas no país, acima das 61 milhões de toneladas projetadas pelo USDA. Com oferta regional considerada confortável, o comprador segue em posição favorável. A queda do dólar também contribuiu para pressionar as cotações.
O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,25, com baixa de R$ 0,37 no dia e de R$ 1,13 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 66,42, recuando R$ 0,43 no dia e R$ 1,78 na semana. Novembro de 2026 fechou a R$ 70,01, com queda diária de R$ 0,35 e semanal de R$ 1,34.
Nos estados, a liquidez segue reduzida. No Rio Grande do Sul, os negócios permanecem pontuais, com compradores abastecidos e indicações entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca. A média estadual ficou em R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidas próximas de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 limita os fechamentos.
No Paraná, o clima favorece a segunda safra, mas a expectativa de maior oferta mantém o mercado travado. As lavouras têm 79% das áreas classificadas como boas pelo Deral. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual, mas ainda limitada pela oferta crescente e pela cautela dos compradores.