Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho segue sob pressão, e o cenário exige decisões cuidadosas para reduzir riscos e preservar margens. Segundo a TF Agroeconômica, a principal recomendação é evitar a concentração de vendas no pico da colheita e aproveitar eventuais repiques técnicos para avançar na comercialização.
Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas, proteção de preços e uso da armazenagem. O suporte próximo de US$ 4,05 por bushel em Chicago e a estabilização ao redor de R$ 63 por saca no mercado interno podem gerar recuperações temporárias, mas não alteram o viés de baixa. Por isso, mecanismos de hedge devem ser avaliados para proteger margens diante de novas quedas.
As cooperativas podem ampliar programas de comercialização gradual, apoiar o uso de contratos futuros e opções e buscar oportunidades de exportação quando houver fortalecimento dos prêmios. Para cerealistas e tradings, a recomendação é manter cautela na formação de estoques, aproveitando momentos de maior pressão vendedora para originar volumes e acompanhando a competitividade do milho brasileiro no exterior.
Consumidores e indústrias encontram ambiente favorável para compras graduais. Com o avanço da safrinha e a maior oferta nas próximas semanas, não há necessidade de alongar excessivamente a cobertura. O quadro segue pressionado pelo clima favorável nos Estados Unidos, menor demanda para etanol, estoques confortáveis e safras recordes na América do Sul. Uma recuperação consistente dependeria de problemas climáticos relevantes no cinturão produtor norte-americano.