No mercado físico, a liquidez permaneceu baixa em diferentes regiões
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a terça-feira com alta nos contratos futuros, mas ainda mostrou desempenho mensal irregular entre os vencimentos. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o avanço de Chicago, apoiada por estoques norte-americanos abaixo do esperado e pela percepção de demanda global firme, embora Brasil e Estados Unidos mantenham estoques de passagem superiores aos de um ano atrás.
No acumulado de julho, os contratos brasileiros variaram entre leve ganho de 0,09% em setembro de 2026 e queda de 0,89% em julho de 2027. A média Cepea recuou 2,05%, resultado ainda mais moderado que a retração superior a 7,5% observada em Chicago no mês. No fechamento do dia, julho de 2026 terminou a R$ 64,86, setembro a R$ 68,19 e novembro a R$ 71,12, todos com valorização.
No mercado físico, a liquidez permaneceu baixa em diferentes regiões. No Rio Grande do Sul, as indicações ficaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média de R$ 59,11, enquanto a colheita da safra 2025/26 está praticamente encerrada. Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 65, mas compradores trabalham próximos de R$ 60, diferença que limita os negócios.
No Paraná, a expectativa de maior oferta com o avanço da segunda safra mantém o mercado cauteloso. A colheita alcança 3% da área, e os preços ao produtor variam entre R$ 50,35 no Oeste e R$ 60,09 no Centro Oriental. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 49 e R$ 52, com a colheita em 2%. Em Goiás, os preços oscilam de R$ 51,40 a R$ 54, enquanto os trabalhos também chegam a 3% da área. Em todos esses mercados, compradores abastecidos, produção elevada e entrada gradual da safrinha limitam uma reação mais consistente das cotações.