Quarta-Feira, 05 de Setembro, 2026 Acesse nosso Instagram
31-07-2026

Óleo de soja perde força após trégua no Oriente Médio

O mercado internacional de óleos vegetais iniciou a semana sob pressão após a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio enfraquecer o principal fator de sustentação das cotações: o petróleo. Segundo análise da StoneX, a trégua envolvendo Estados Unidos e Irã interrompeu o movimento de alta observado nos últimos dias e provocou uma correção nos preços do óleo de soja e do óleo de palma.

A descompressão no mercado de energia reduziu o impulso que vinha sustentando os contratos futuros das commodities agrícolas ligadas à produção de biocombustíveis, aumentando a cautela entre investidores.

Óleo de soja devolve parte dos ganhos após forte valorização

Na última sexta-feira (24), o contrato de agosto do óleo de soja encerrou o pregão cotado a 74,33 centavos de dólar por libra-peso, registrando queda diária de 1,67%. O movimento eliminou parte da valorização acumulada ao longo da semana, quando a escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos impulsionou o petróleo e fortaleceu os derivados vegetais.

Já o contrato com vencimento em dezembro também fechou em baixa, com recuo de 0,58%, refletindo o arrefecimento das preocupações imediatas sobre o abastecimento global de energia.

Durante a semana, entretanto, o óleo de soja chegou a atingir os maiores níveis recentes, acompanhando a disparada do petróleo, que superou US$ 100 por barril na quinta-feira (23), alcançando o maior patamar em aproximadamente dois meses.

Com a redução das tensões geopolíticas, esse suporte perdeu força, favorecendo a realização de lucros e pressionando as cotações.

Óleo de palma segue sustentado por oferta restrita e biodiesel

Enquanto o óleo de soja devolveu parte dos ganhos, o óleo de palma apresentou desempenho mais resiliente.

O contrato para outubro de 2026 encerrou a sexta-feira negociado a US$ 1.155,33 por tonelada, alta de 0,28%, atingindo o maior valor das últimas 15 semanas. Com isso, a commodity acumulou a terceira semana consecutiva de valorização, somando ganho de 2,74% no período.

Segundo a StoneX, o mercado continua encontrando suporte na expectativa de redução da oferta da Indonésia em função da ampliação do mandato de mistura obrigatória do biodiesel B50, que tende a elevar o consumo doméstico de óleo de palma.

Outro fator de sustentação permanece sendo as preocupações climáticas relacionadas ao El Niño, fenômeno que pode comprometer a produtividade das lavouras tanto na Indonésia quanto na Malásia, principais produtores mundiais da commodity.

Petróleo continuará determinando o rumo dos óleos vegetais

Para os analistas, o comportamento do petróleo continuará sendo um dos principais direcionadores do mercado de óleos vegetais nas próximas semanas.

Além das oscilações no mercado de energia, investidores seguem monitorando a evolução da demanda por biocombustíveis, a política de biodiesel dos países asiáticos e as condições climáticas nas regiões produtoras.

A combinação entre oferta global, consumo industrial e cenário geopolítico deverá manter elevada a volatilidade dos contratos futuros de óleo de soja e óleo de palma, tornando o mercado altamente sensível a novos acontecimentos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Veja Mais
Últimos dias para concorrer a mais de R$ 94 mil no 7º Prêmio A...
23,7% em 2026 e consolidam Brasil entre os mercados emergentes do...
Preço do arroz sobe no RS e atinge maior média em 11 meses...
Grãos abrem agosto com forte volatilidade...
Por que o café ficou mais caro?...
Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mat...
Café dispara mais de 1% em Nova York...
Etanol amplia vantagem sobre a gasolina...
Exportação de maçã cresce 225% no primeiro semestre...
Boi gordo mantém firmeza no início de agosto...
Mais vistos