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12-03-2026

Alta inesperada do óleo puxa soja e surpreende mercado

O contrato da soja para março fechou com alta de 1,12%

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado internacional da soja registrou alta nas cotações nesta sessão, impulsionado principalmente pelo avanço do óleo de soja e por expectativas relacionadas ao aumento do uso de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago reagiram a sinais de maior demanda pelo óleo vegetal, com reflexos positivos também para o grão.

O contrato da soja para março fechou com alta de 1,12%, a US$ 12,00 por bushel, enquanto o contrato de maio subiu 1,02%, para US$ 12,14. O farelo de soja para maio avançou 0,29%, a US$ 315,4 por tonelada curta. Já o óleo de soja registrou a maior valorização do complexo, com alta de 2,35%, encerrando o dia a 67,16 centavos de dólar por libra-peso.

O movimento foi impulsionado por rascunhos divulgados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos que indicam possível aumento na mistura obrigatória de biodiesel para 5,61 bilhões de galões em 2026. A possibilidade de tarifas sobre o óleo de cozinha usado importado da China também reforça a perspectiva de maior esmagamento doméstico de soja no país. No cenário internacional, o mercado ainda acompanha a expectativa de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping no fim do mês, o que pode influenciar o comércio entre as duas potências.

No Brasil, porém, a realidade da safra tem sido marcada por desafios logísticos e produtivos. No Rio Grande do Sul, a estiagem levou a Emater a revisar a quebra da safra para 11,3%, consolidando perdas causadas pela seca. Ao mesmo tempo, produtores relatam paralisação de colheitadeiras em regiões como Não-Me-Toque e Passo Fundo devido à falta de diesel.

A combinação de quebra de safra, dificuldades no abastecimento de combustível e limitações logísticas tem pressionado o mercado físico em diversas regiões. Em estados do Sul e do Centro-Oeste, problemas com fretes, armazenamento e transporte ampliam as dificuldades para o escoamento da produção, reduzindo a capacidade de aproveitar a valorização observada no mercado internacional.

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