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13-03-2026

Dólar sobe e muda o rumo do milho no mercado

Outro ponto de atenção é a perspectiva de aumento nas exportações

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho registrou movimentações distintas entre os indicadores futuros e o mercado físico nesta semana, refletindo fatores como câmbio, exportações e o ritmo das negociações nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 fechou em alta nesta quinta-feira, acompanhando o movimento de valorização em Chicago e a forte elevação do dólar, fator que melhora a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Também permanecem preocupações relacionadas ao plantio da safrinha em função das condições climáticas.

Outro ponto de atenção é a perspectiva de aumento nas exportações. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ampliou em 104,7 mil toneladas a estimativa de embarques de milho para março. Caso o volume projetado de 801,7 mil toneladas seja confirmado, representará crescimento de cerca de 69% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Apesar desse cenário, os contratos futuros na B3 tiveram comportamento misto. O contrato de março de 2026 encerrou cotado a R$ 71,87 por saca, com recuo de R$ 0,10 no dia. O vencimento maio de 2026 fechou a R$ 75,20, queda diária de R$ 0,62, mas ainda acumulando alta semanal. Já o contrato de julho de 2026 terminou a R$ 71,48 por saca, com leve baixa no dia.

No mercado interno, a liquidez segue limitada em vários estados. No Rio Grande do Sul, as referências variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com compradores priorizando o uso de estoques próprios. O preço médio estadual subiu para R$ 57,96 por saca.

A Emater revisou para cima a estimativa de produção no estado, projetando 5,96 milhões de toneladas na safra 2025/26, com área de 803 mil hectares e produtividade média de 7.424 quilos por hectare. A colheita já alcança cerca de 65% da área cultivada.

Em Santa Catarina e no Paraná, o mercado também segue travado pelo distanciamento entre pedidas e ofertas. Já em Mato Grosso do Sul, os preços mostram recuperação gradual, variando entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, com apoio da demanda do setor de bioenergia.

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