No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho apresentou comportamento misto ao longo do dia, refletindo um ambiente de incerteza tanto no cenário interno quanto externo. Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos na B3 oscilaram levemente, acompanhando a estabilidade observada no mercado internacional, mas ainda sem direção clara de preços.
Na bolsa brasileira, os vencimentos registraram pequenas variações, com o contrato de maio/26 cotado a R$ 72,05, julho/26 a R$ 71,05 e setembro/26 a R$ 71,50. A leve alta em Chicago e o comportamento do dólar deram algum suporte às cotações, mas o mercado físico travado segue limitando movimentos mais consistentes.
No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular e o mercado permanece com baixa liquidez. As negociações são pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita atinge 73% da área, com variações regionais importantes e produtividade impactada pela irregularidade das chuvas, incluindo perdas pontuais em algumas localidades.
Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo o desalinhamento entre compradores e vendedores. Enquanto produtores pedem cerca de R$ 75,00 por saca, a demanda se posiciona próxima de R$ 65,00, mantendo o mercado com pouca fluidez.
No Paraná, o cenário também é de negociações limitadas, com indicações próximas de R$ 70,00 por saca e demanda ao redor de R$ 60,00. O plantio da segunda safra alcança cerca de 90% da área, mas fora da janela ideal em muitos casos, elevando a cautela quanto ao potencial produtivo.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços ensaiam recuperação após quedas recentes, com referências entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. O setor de bioenergia segue como importante fator de sustentação, embora o mercado ainda opere com baixa liquidez e compradores seletivos.