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21-05-2026

Mercado agrícola opera em baixa nos EUA

Na soja, o contrato julho voltou a ser negociado abaixo de US$ 12/bushel

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas internacionais iniciaram esta quarta-feira em movimento de baixa para trigo, soja e milho, pressionados por fatores climáticos, liquidação de posições e incertezas sobre a demanda chinesa. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário também reflete um comportamento mais defensivo dos investidores antes do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.

No trigo, os contratos negociados em Chicago operaram em queda diante da ausência de novas compras chinesas e das boas condições climáticas nas regiões produtoras americanas. As chuvas nas Grandes Planícies do Norte favorecem as lavouras de primavera e o encerramento do plantio da safra 2026/27. Mesmo assim, o mercado encontra suporte na situação considerada ruim do trigo de inverno, responsável por cerca de 70% da produção total dos Estados Unidos.

Na soja, o contrato julho voltou a ser negociado abaixo de US$ 12 por bushel em Chicago. Apesar disso, a demanda internacional segue ativa, com a China adquirindo carregamentos de soja brasileira das safras velha e nova, enquanto outros países buscaram farelo e óleo vegetal para os próximos meses. O mercado, porém, continua pressionado pela ampla oferta sul-americana, pela fraqueza técnica observada nos spreads e margens de esmagamento e pela redução de exposição dos investidores antes do feriado americano.

As previsões climáticas nos Estados Unidos também seguem no radar. Chuvas previstas para o Delta, Vale do Ohio e Sudeste podem atrasar o plantio, mas favorecem o desenvolvimento das lavouras já emergidas. No Brasil, a Abiove elevou a estimativa dos estoques finais de soja para 8,25 milhões de toneladas.

O milho também recuou pelo terceiro pregão consecutivo em Chicago. O mercado acompanha a expectativa de chuvas nas Grandes Planícies Centrais e no Meio-Oeste, reduzindo preocupações com a seca em Nebraska e favorecendo o avanço final do plantio. A falta de detalhes concretos sobre o acordo comercial entre China e Estados Unidos segue limitando a reação positiva dos preços.

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