Mercado do boi gordo iniciou a semana sem alterações
Agrolink - Seane Lennon
O mercado do boi gordo iniciou a semana sem alterações nos preços em São Paulo. A avaliação consta na análise desta segunda-feira (6) do informativo "Tem Boi na Linha", divulgado pela Scot Consultoria.
Segundo a consultoria, parte das indústrias frigoríficas permaneceu fora das compras no início da semana. As empresas que estiveram ativas mantiveram as mesmas referências praticadas na sexta-feira (3), embora alguns compradores tenham tentado negociar em valores menores.
Apesar dessa pressão, a Scot Consultoria informa que negócios abaixo das referências vigentes não foram concretizados. "A expectativa era de uma postura firme da ponta vendedora. Compradores relatavam que nenhuma oferta de venda foi feita pela manhã", destaca o boletim.
As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias.
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram desempenho histórico em junho. O país embarcou 279,7 mil toneladas no período, com média diária de 13,3 mil toneladas, volume 16% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, crescimento de 20% na comparação anual. Com isso, o faturamento atingiu US$ 1,8 bilhão, estabelecendo o maior valor já registrado na série histórica. O resultado representa aumento de 39,2% frente a junho do ano passado e supera em 3% o recorde anterior, registrado em outubro.
Ainda conforme a Scot Consultoria, junho também marcou o maior volume exportado para o mês em toda a série histórica e o maior embarque registrado em 2026. Em relação ao preço médio por tonelada, o valor foi o terceiro maior já apurado e o mais elevado desde julho de 2022.
No mercado atacadista da carne com osso, o início do mês foi marcado por demanda reduzida e queda nas cotações das carcaças. O boletim aponta que o atacado acompanhou o ritmo lento do varejo, com poucos pedidos para distribuição e formação de estoques. A expectativa do setor é de recuperação da demanda após o pagamento dos salários.
Nesse cenário, a carcaça casada do boi capão recuou 0,2%, equivalente a R$ 0,05 por quilo. A carcaça do boi inteiro registrou queda de 0,9%, ou R$ 0,20 por quilo. As carcaças da vaca e da novilha apresentaram retração de 0,7%, correspondente a R$ 0,15 por quilo em ambos os casos. Entre as proteínas concorrentes, o preço médio do frango caiu 0,5%, ou R$ 0,03 por quilo. Já o suíno especial registrou valorização de 1,1%, com alta de R$ 0,10 por quilo.